Entrevista com: Artur Gustavo de Faria, 28 anos, é acionista de uma rede de escolas de Campinas que lhe rendem dividendos sem a necessidade de sua presença e também é dono de uma corretora de valores onde trabalha atualmente.

Por que você resolveu se tornar um empreendedor?
Por acreditar que o empreendedorismo é a melhor forma de se alcançar a independência financeira (aposentadoria antes dos 30 anos) nos dias de hoje.
Por acreditar que o empreendedorismo é a melhor forma de se alcançar a independência financeira (aposentadoria antes dos 30 anos) nos dias de hoje.
Quando tinha 17 anos aprendi com o livro “Pai Rico e Pai Pobre” de Robert Kiyosaki e Sharon Lechter o conceito de ativo e independência financeira.
O livro faz uma comparação entre a filosofia e os valores que um pai rico e um pai pobre ensinam a seu filho.
Enquanto o pai pobre martela na cabeça do filho que ele tem que
estudar para entrar em uma boa faculdade, para arrumar um bom emprego, o pai rico ensina a seu filho que ele precisa construir um ou vários ativos que gerem renda passiva (sem a necessidade dele trabalhar), mesmo que ele precise parar de estudar para conseguir construir.Ativo é tudo aquilo que lhe rende dinheiro sem você precisar trabalhar e pode ser negociado!
Existem 2 formas de construir um ativo, ou você coloca o dinheiro pra trabalhar pra você (ativo financeiro) ou você coloca outras pessoas para trabalharem pra você (ativo produtivo).
Um exemplo clássico de ativo é o imóvel para locação que gera mensalmente aluguel sem a necessidade de você trabalhar. O problema é quando você não consegue alugar o imóvel e seu ativo vira passivo (IPTU, condomínio, etc).
Mais tarde, já na faculdade, aprendi definitivamente a regra do jogo: o capitalismo.
O Capitalismo é um sistema econômico caracterizado pela propriedade privada dos meios de produção que precisa levar obrigatoriamente a acumulação de capital.
Por incrível que parece a primeira vez que estudei o capitalismo foi no ensino fundamental, porém só fui entender plenamente e utilizar o conceito por volta de 10 anos depois.
A grande maioria das pessoas morre sabendo o que é, porém nunca utilizou.
Não entendem os conceitos de poupança e financiamento como meios para construir um ativo, utilizam apenas para o consumo.
Poupança é a diferença positiva entre o que você recebe menos o que você gasta. Sem excedente de capital não há empreendedorismo!
Quais as suas qualidades pessoais que mais colaboraram para o seu êxito?
Valores familiares de pai rico, boa formação acadêmica, habilidades de liderança e negociação, grande capacidade assumir riscos, comprometimento, empenho, paciência, bom relacionamento pessoal, costume de ler jornais e principalmente ter poupança para investimento.
Valores familiares de pai rico, boa formação acadêmica, habilidades de liderança e negociação, grande capacidade assumir riscos, comprometimento, empenho, paciência, bom relacionamento pessoal, costume de ler jornais e principalmente ter poupança para investimento.
Quais foram os maiores desafios para o sucesso do seu empreendimento?
1º O maior desafio é a quebra do paradigma de pobre que nos é ensinado desde criança: estudar para entrar em uma boa faculdade, para arrumar um bom emprego.
1º O maior desafio é a quebra do paradigma de pobre que nos é ensinado desde criança: estudar para entrar em uma boa faculdade, para arrumar um bom emprego.
Hoje brigo com o meu pai porque ele não me colocou em um curso de análise técnica de ações quando eu tinha 16 anos ao invés de ter me obrigado a fazer um colégio técnico em informática onde tudo o que eu aprendi já ficou obsoleto.
Tenho certeza que eu estaria no mesmo lugar que estou agora só que com 5 anos a menos, falta de percepção do meu pai em não ter me colocado em um psicólogo especialista em teste vocacional para ajudar a encontrar o meu talento ou vocação.
2º Levantar capital para o investimento inicial.
Existem duas formas de levantar capital: ou você arruma um emprego e guarda parte do salário ou você empresta a longo prazo (BNDES). Eu optei pela primeira alternativa.
Existem duas formas de levantar capital: ou você arruma um emprego e guarda parte do salário ou você empresta a longo prazo (BNDES). Eu optei pela primeira alternativa.
3º Dedicação integral ao negócio.
No começo de todo negócio, você não tem um ativo, você é empregado do próprio negócio.
Só depois de algum tempo de estabilização é possível você contratar uma pessoa de confiança para ficar em seu lugar e assim reduzir o ritmo de trabalho.
No começo de todo negócio, você não tem um ativo, você é empregado do próprio negócio.
Só depois de algum tempo de estabilização é possível você contratar uma pessoa de confiança para ficar em seu lugar e assim reduzir o ritmo de trabalho.
Quais os conselhos você daria para quem irá iniciar um empreendimento?
Jogue a regra do jogo: adquirir propriedade privada dos meios de produção que levará a acumulação de capital!
Jogue a regra do jogo: adquirir propriedade privada dos meios de produção que levará a acumulação de capital!
Hoje em dia, para se abrir uma empresa é necessário ter um produto/serviço bom, além de ser um misto de contador, advogado e marketeiro.
Tem que dominar as finanças e contabilização, para fazer o negócio dar lucro, tem que saber se proteger contra passivos comerciais, trabalhistas e tributários. Fora isso precisa saber vender o seu peixe.
1º Formação adequada: segundo o Sebrae 90% das empresas fecham em menos de um ano de funcionamento, principalmente por amadorismo do empresário brasileiro.
Se você não possui algum desses pilares, esquece de abrir empresa. É melhor investir seu dinheiro no mercado financeiro ou imobiliário!
2º Poupança e capital: sem dinheiro você está condenado a ralar a vida toda para se tornar um idoso pobre!
3º Ter sócio é ter patrão: sociedade é igual casamento, uma vez escolhido o parceiro tem que ser para a vida toda, se não, só será resolvido perante o juiz, situação em que todas as partes saem perdendo.
4º Projeto de investimento: Nunca se aventure a montar uma empresa sem ter um plano de negócio concreto, com investimento inicial, rentabilidade, payback, riscos e pesquisa de mercado.
5º Ativo financeiro é a melhor alternativa: Depois de acompanhar alguns empresários do meu circulo social, cheguei a conclusão de que a maioria é empregado do próprio negócio e que a rentabilidade mensal vertiginosa esconde uma realidade dura: o lucro não é suficiente para pagar os passivos, chegando em vários momentos ao patrimônio líquido negativo.
Ouvi relatos de empresários quebrados que vivem para pagar processos trabalhistas e tributários. A legislação tributária muda com tanta velocidade que é impossível para uma pequena empresa seguir com rigor!
A justiça sempre tende a dar ganho de causa ao funcionário e a capacidade do PROCON, receita federal e prefeitura de lhe fiscalizar é muito maior do que a sua capacidade de seguir todas as leis e/ou esconder deles as irregularidades, portanto passar por fiscalizações e processos é inevitável.
Uma pesquisa da FGV sobre pequenas empresas revela que a grande maioria se utiliza da sonegação de impostos para conseguir lucrar, devido a enorme carga tributária incidente.
Hoje, um investimento em títulos do governo paga 13% de rentabilidade ao ano, prefixado até 2017, com risco muito próximo de zero.
Este investimento financeiro é infinitamente melhor do que abrir um negócio que vai lhe gerar desgaste físico e mental, stress, noites sem dormir, ausência da família e ainda correr o risco de ter rentabilidade negativa.
Só embarque na aventura de abrir uma empresa se você tiver tudo o que o foi citado acima aliado a um talento ou vocação!
O governo brasileiro ao invés de estimular o empreendedorismo para solucionar a questão do emprego no país, nos pune com uma carga tributária elevada, extrema burocracia, legislação trabalhista ultrapassada, além de oferecer uma alternativa melhor de aplicação financeira que promove a migração do investimento produtivo para o investimento financeiro.
Nos anos 90 era muito difícil alguma pequena empresa render mais do que um título do governo com SELIC a 27,5% a.a.. Hoje já melhorou muito!
De qualquer forma, o pior mesmo é ser empregado segundo consolidação das leis do trabalho (CLT) que vai trabalhar a vida toda e nunca será o dono da empresa. Toda a riqueza produzida como fruto do trabalho será direcionada a outra pessoa (mais valia).

Nenhum comentário:
Postar um comentário